I see them approach*
the way that the light through the folia*...it's gold*
the way that the mist from the waterfall
their bronze and burnished skin uninterrupt*
then, parrots: concentrated explosions of color and sound
monkeys of several kin*, a sloth: kinetic and potential, spring from / hang from
abundan* trees reach for light
round, sticky, sweat*, the sun perm*
butterflies bubble, resplend transcend efferv*
I see them kiss, embrace in the waterfall:
an instan* washes over an instan* to sculpt a constan*
kinetic springs, finds potential
I see them, their torsos, their trun* forc* the water down new riv*
which way to go, what will be*
what are they searching for
have they found parad*
Wednesday, March 9, 2011
Thursday, March 3, 2011
Love and Light in Brazil
Two Poems by José Carlos Limeira
The supercool online literary magazine qarrtsiluni is featuring my translations of two poems by my friend and collaborator José Carlos Limeira. The poems, "Apagões" ("Blackouts") and "Mágica" ("Enchantment") came online today as part of the magazine's issue on Translation (January-April 2011). You can listen to José Carlos and to me as you read along here!
You can also listen to two of my colleagues, Huiwen Zhang and Victor Udwin, performing Huiwen's translations "Meditation on the Road: Chinese Wartime Sonnets by Feng Zhi."
The supercool online literary magazine qarrtsiluni is featuring my translations of two poems by my friend and collaborator José Carlos Limeira. The poems, "Apagões" ("Blackouts") and "Mágica" ("Enchantment") came online today as part of the magazine's issue on Translation (January-April 2011). You can listen to José Carlos and to me as you read along here!
You can also listen to two of my colleagues, Huiwen Zhang and Victor Udwin, performing Huiwen's translations "Meditation on the Road: Chinese Wartime Sonnets by Feng Zhi."
Labels:
Brazil,
em português,
in English,
poetry
Tuesday, February 22, 2011
Pirámide de Nichos
Calendario masivo es
La Pirámide de los Nichos en El Tajín:
trescientos sesenta y cinco nichos
oscuros, con restos de pintura oscura,
que ahuecan, elegantemente alineados,
los siete pisos del monumento como cerro
entre cerros del bosque lluvioso.
entre cerros del bosque lluvioso.
Me inspira a construir, aunque sea de mentiritas,
mi propia pirámide: un arreglo de nichos
iluminados, que no tenebrosos,
nichos como los bloques en blanco del calendario,
nichos como los bloques con los que jugamos de niños.
Y sobre todo, llenarlos.
¿Con qué llenar los nichos?
Con todo lo que sea, una selección ecléctica y cambiante,
sin orden fijo, sin significado ordenado,
una aproximación a la inundación de los días,
una serie de retratos encuadrados:
un trombón, un orangután, Adán y Eva desnudos,
una mazorca de cacao, una biblioteca,
una guacamaya que no se deja,
una anaconda que se desborda,
una canasta de naranjas y toronjas,
tú, yo, ella, él, un huizache, una cascada,
una sirena, un centauro, un abrazo,
una sirena, un centauro, un abrazo,
un niño con una pelota,
un laptop, una hamaca, una taza de café,
un atardecer otoñal, una fuente barroca,
un globo terráqueo, un eclipse de mosaico,
un martillo con maderos y clavos, una liana en flor,
un comal con tortillas, una olla con sueños,
un cofre de tesoro, un amor de lejos,
una amistad extraña, un amuleto de jade,
una gota de lluvia, una chispa
una gota de lluvia, una chispa
una epifanía repentina
y una iluminación-relámpago,
muchos relámpagos del trueno que es el tajín,
lluvia de ideas, tempestad de conceptos,
anegación fecunda de días que son ideas
con sus noches que son sus nichos
encandilados por los rayos de la tormenta cerebral.
Escalar, barajar, amontonar y derrumbar, agregar y descartar:
imágenes que centellean como constelaciones posdiluvianasimágenes que se encadenan como arco-íris danzante
imágenes ensombrecidas por las nubes negras del horizonte,
imágenes enlodadas, enterradas, y excavadas,
ostentadas en algún museo que, a su vez,
quedará en ruinas alumbradas
bajo la lluvia.
Labels:
en español,
food,
iconography,
Mexico,
Neotropical wildlife,
poetry
Tuesday, February 15, 2011
Súplica do Boto
Se recebesse o boto
o poder de falar por um minuto,
diria sem rodeios:
"Sim, meu sorriso é permanente
e gosto demais da cor rosa.
e gosto demais da cor rosa.
E sim, sempre achei engraçados
aqueles contos que me retratam
como o libertino amazônico,
culpável de qualquer
gravidez
"misteriosa."
Mas ora gente,
suficiente tenho com
esquivar
redes de pesca e hidrelétricas
navegar
entre poluição e motores de lancha,
então
não abuse do meu
comportamento amistoso.
Deixe de me
matar de me
massacrar e de me
despedaçar:
Meu olho, arrancado, não atrai mulheres.
Meu pênis, desmembrado, não dá para feitiço varonil.
Minhas nadadeiras, separadas, não oferecem remédio nenhum.
Minha carne desfeita: ah, minha carne sim é boa
para piracatinga alimentar.
Mas que seja quando eu morrer,
finalmente,
naturalmente,
não porque você me mate agora!
Rio sem botos é como boto sem dentes,
é um desequilíbrio descomunal.
Deixe de me matar.
Eu e você somos seres inteiros e complexos,
tanto como o rio.
Obrigado."
Ouviu?
Labels:
bodies of water,
Brazil,
em português,
exvotos,
Neotropical wildlife,
poetry
Tuesday, February 8, 2011
Novelas I'd Like to See
Attention Latin American telenovela producers:
PLOT IDEAS!! FEEL FREE TO STEAL THEM!!
Although I don't have much time to watch novelas, there have been a few over the years that I've enjoyed tuning in to view with my family (plus + great language practice!), such as Catalina y Sebastián (Televisión Azteca), América (Rede Globo), or the more recent En Nombre del Amor (Televisa). Telenovelas form a huge part--the most profitable--of Latin American primetime and are exported not only within Latin America but all over the world. The Rede Globo machine in Brazil, and certain Televisa efforts in Mexico (Carla Estrada productions), set the bar for excellence in all respects: filmography, acting, script, costumes, music. The best novelas not only excel in these areas but also engage with the viewers' social, political, and economic concerns and desires. A few suggestions for (tele)novelas I'd like to see:
(1) Setting: Chiapas, 1994. Daughter of rich hacendado falls for daring, but poor, Zapatista revolutionary. Yes, the same old formula, but it would be a way of getting a Mexican telenovela to actually deal with political realities in Mexico.
(2) Setting: Contemporary Brazil. Two non-white Brazilians, of different ethnic and geographic backgrounds, meet and fall in love. Protagonists' gender: open.
(3) Any novela produced in Mexico, Chile, Colombia, etc. that dares to set its story outside the country of origin. Brazil (Rede Globo) seems to be the only country that does this with any frequency, and I admire what it implies about the country's imagination and ambition. They've set novelas in Morocco, Greece, Mexico, even the US (for example, New Mexico of the Old West in the singular farce Bang Bang).
(4) A Mexican novela that dares to feature a main relationship that is not heterosexual.
(5) More of the lushly filmed Mexican historical novelas, like Carla Estrada's Amor Real and Alborada, but more proactively rehistoricized regarding women's roles and the roles of indigenous and African characters.
(6) More of the brightly comic, and satirical, Colombian novelas in the tradition of Betty la Fea and Pedro el Escamoso (and the current Chepe Fortuna, with its bald, though secondary, satire of Chavez's Venezuela).
More ideas / más ideas / mais idéias?
Labels:
Brazil,
Caribbean,
Chile,
in English,
Latin America,
Mexico
Thursday, January 27, 2011
Macaw 1981
I knew it was around here somewhere, and I finally found it: a colored chalk drawing of a scarlet macaw that I made in eighth-grade art class thirty years ago!
Somewhere around here I may still have crayon drawings I made of more generic "parrots" when I was even younger. Evidently I've been nurturing a lifelong interest in psittacine coloration.
Labels:
iconography,
in English,
Neotropical wildlife
Thursday, January 20, 2011
O Moleque e a Preguiça
Escrito como se fosse um trecho perdido e achado de Macunaíma (Mário de Andrade, 1928), lá pelo capítulo XII...
Gritando pelas ruas veio um moleque. Veio o moleque berrando, "Vendo preguiça! Preguiça à venda!"
Jiguê, com fome e com raiva, disse pro benjamim: "Vá por ai."
Mas Macunaíma, primoroso, falou, "Vou à procura da pesquisa da preguiça!"
Seguiu o moleque pelas avenidas e pelos bulevares o dia todo. Enfim achou na Rua Lopes Chaves.
Arfando, de mãos nos joelhos, Macunaíma apenas pôde perguntar, "Qual seu nome, rapaz?"
"Mário."
"Como é que é que 'tá vendendo preguiça? Tinha sabido dessa novidade eu também vendia."
"O senhor tem preguiça também? Onde?"
"Onde a sua! Não estou vendo preguiça nenhuma, não!" O herói estava zangado. "Você vem aqui correndo e gritando, e eu seguindo feito arara maluca!" Assim foi a origem da expressão, 'ficar uma arara.'
O moleque pelou dentes de orelha a orelha e indicou pela avenida. "Lá longe ela vem devagar."
Macunaíma espreitou à distância um pequeno vulto pendurado dos fios elétricos. "Essa preguiça nunca vai chegar."
"Isso," disse o Mário. "A preguiça não chega. Ela só é."
"Então quem vai querer comprar preguiça? Nem dá para comer bem."
"Ela é muito produtiva. O senhor não percebeu que a preguiça é essencial para uma civilização tropical como a nossa?"
"Nada disso, molequinho. Essencial só é comer, brincar, dormir. A preguiça até impede."
O Mário deu uma grande gargalhada. "Pois sim! E o único que sabe fazer a preguiça! De tudo isso ela dá lições. Não perca a oportunidade de compra!" E o moleque tinha razão.
"Me dá em 50 cacaus."
"Cacaus?"
"Não foi você que falou em civilização tropical?"
"Então 200."
"O que é isso? 100."
"150. A preguiça não é barata."
"100! Nem um cacau a mais!"
"Então não vendo não. Vou continuar tomando conta da preguiça."
Macunaíma, muito aborrecido, proferiu uma das favoritas de sua coleção de palavras-feias. Fingiu indiferença e se foi embora. Mas escondeu-se detrás de um poste de luz e esperou que o Mário saisse. Depois foi correndo correndo até onde pendurava a preguiça, já com farta fome, e tirou sua zarabatana. "Fácil que nem pescar com cunambi," disse o herói.
Deu na preguiça, preguiça caiu. Mas, deitada na rua, ela não morreu não, ela crescia e crescia até se tornar o Ai-Pódole, Pai das Preguiças. Ficou do tamanho de um prédio, de garras enormes, rabo como um trem, uma preguiça pré-histórica! Agitou o rabo derrubou um bonde cheio de italianos, alemães, japoneses, bolivianos, espanhóis, libaneses, nordestinos e um caboclo todos numa confusão de pernas pro ar no meio da rua.
Macunaíma ficou estarrecido. Berrou pelo moleque, "Mário! Mário! Olha só a maldição que você fez! Grandíssima bobagem sua civilização tropical!"
Mas o Mário lá estava entre a humanidade oceânica. Respondeu, "De jeito nenhum! O senhor robou, agora a preguiça é do senhor!" E o moleque Mário se foi embora pra fazenda de um amigo em Araraquara, se deitar numa rede compor rapsódia.
Macunaíma olhou pro animal descomunal e coçou a cabeça. "Ai, que preguiça!"
No meio do pavor dos transeuntes e o caos vial apareceram Maanape e Jiguê na procura do herói. No entanto o Ai-Pódole comia tranqüilamente as flores do balcão do sétimo andar do Hotel Versailles.
Falou Maanape. "'Ta vendo, irmão? Essa sua preguiça já cresceu demais." E jogou na ponta da garra do Ai-Pódole um pó mágico que preparasse.
O Ai-Pódole, de supetão, encolheu e encolheu e ia se encolhendo até ficar a preguicinha que vendia o moleque. Maanape era feiticeiro. Então recolheu a preguiça da rua e levou pro Ibirapuera.
Falou um italiano, "São Paulo é uma barbaria."
Falou um alemão: "Os brasileiros são bárbaros."
Porém Macunaíma não agüentou e gritou, mãos nas costas, pros paulistas de todas as cores e de todos os tamanhos, "A preguiça é essencial para uma civilização tropical como a nossa!"
A multidão apupou e se dispersou pro banco, mercado, correio, armazém.
Macunaíma ficou zombado. Fez rede da bandeira paulista no balcão do Hotel Versailles, se deitou, e começou a mijar quente nos pedestres lá embaixo.
Jiguê, faminto, foi caçar anta à beira do Tietê. Jiguê era muito bobo mesmo.
Gritando pelas ruas veio um moleque. Veio o moleque berrando, "Vendo preguiça! Preguiça à venda!"
Jiguê, com fome e com raiva, disse pro benjamim: "Vá por ai."
Mas Macunaíma, primoroso, falou, "Vou à procura da pesquisa da preguiça!"
Seguiu o moleque pelas avenidas e pelos bulevares o dia todo. Enfim achou na Rua Lopes Chaves.
Arfando, de mãos nos joelhos, Macunaíma apenas pôde perguntar, "Qual seu nome, rapaz?"
"Mário."
"Como é que é que 'tá vendendo preguiça? Tinha sabido dessa novidade eu também vendia."
"O senhor tem preguiça também? Onde?"
"Onde a sua! Não estou vendo preguiça nenhuma, não!" O herói estava zangado. "Você vem aqui correndo e gritando, e eu seguindo feito arara maluca!" Assim foi a origem da expressão, 'ficar uma arara.'
O moleque pelou dentes de orelha a orelha e indicou pela avenida. "Lá longe ela vem devagar."
Macunaíma espreitou à distância um pequeno vulto pendurado dos fios elétricos. "Essa preguiça nunca vai chegar."
"Isso," disse o Mário. "A preguiça não chega. Ela só é."
"Então quem vai querer comprar preguiça? Nem dá para comer bem."
"Ela é muito produtiva. O senhor não percebeu que a preguiça é essencial para uma civilização tropical como a nossa?"
"Nada disso, molequinho. Essencial só é comer, brincar, dormir. A preguiça até impede."
O Mário deu uma grande gargalhada. "Pois sim! E o único que sabe fazer a preguiça! De tudo isso ela dá lições. Não perca a oportunidade de compra!" E o moleque tinha razão.
"Me dá em 50 cacaus."
"Cacaus?"
"Não foi você que falou em civilização tropical?"
"Então 200."
"O que é isso? 100."
"150. A preguiça não é barata."
"100! Nem um cacau a mais!"
"Então não vendo não. Vou continuar tomando conta da preguiça."
Macunaíma, muito aborrecido, proferiu uma das favoritas de sua coleção de palavras-feias. Fingiu indiferença e se foi embora. Mas escondeu-se detrás de um poste de luz e esperou que o Mário saisse. Depois foi correndo correndo até onde pendurava a preguiça, já com farta fome, e tirou sua zarabatana. "Fácil que nem pescar com cunambi," disse o herói.
Deu na preguiça, preguiça caiu. Mas, deitada na rua, ela não morreu não, ela crescia e crescia até se tornar o Ai-Pódole, Pai das Preguiças. Ficou do tamanho de um prédio, de garras enormes, rabo como um trem, uma preguiça pré-histórica! Agitou o rabo derrubou um bonde cheio de italianos, alemães, japoneses, bolivianos, espanhóis, libaneses, nordestinos e um caboclo todos numa confusão de pernas pro ar no meio da rua.
Macunaíma ficou estarrecido. Berrou pelo moleque, "Mário! Mário! Olha só a maldição que você fez! Grandíssima bobagem sua civilização tropical!"
Mas o Mário lá estava entre a humanidade oceânica. Respondeu, "De jeito nenhum! O senhor robou, agora a preguiça é do senhor!" E o moleque Mário se foi embora pra fazenda de um amigo em Araraquara, se deitar numa rede compor rapsódia.
Macunaíma olhou pro animal descomunal e coçou a cabeça. "Ai, que preguiça!"
No meio do pavor dos transeuntes e o caos vial apareceram Maanape e Jiguê na procura do herói. No entanto o Ai-Pódole comia tranqüilamente as flores do balcão do sétimo andar do Hotel Versailles.
Falou Maanape. "'Ta vendo, irmão? Essa sua preguiça já cresceu demais." E jogou na ponta da garra do Ai-Pódole um pó mágico que preparasse.
O Ai-Pódole, de supetão, encolheu e encolheu e ia se encolhendo até ficar a preguicinha que vendia o moleque. Maanape era feiticeiro. Então recolheu a preguiça da rua e levou pro Ibirapuera.
Falou um italiano, "São Paulo é uma barbaria."
Falou um alemão: "Os brasileiros são bárbaros."
Porém Macunaíma não agüentou e gritou, mãos nas costas, pros paulistas de todas as cores e de todos os tamanhos, "A preguiça é essencial para uma civilização tropical como a nossa!"
A multidão apupou e se dispersou pro banco, mercado, correio, armazém.
Macunaíma ficou zombado. Fez rede da bandeira paulista no balcão do Hotel Versailles, se deitou, e começou a mijar quente nos pedestres lá embaixo.
Jiguê, faminto, foi caçar anta à beira do Tietê. Jiguê era muito bobo mesmo.
Friday, January 14, 2011
Mi molcajete
Echale a mi molcajete,
grande como los maizales,
cabal titipuchal de "-atles"
y un buen retechorro de "-etles."
Echale chicozapote,
cacahuate, chocolate,
aguacate, jitomate,
tejocote al tejolote.
Muélele, muélele, ¡dale!
Muélele, muélele, ¡vale!
Agrégale unos chayotes,
nopales, ejotes, chiles,
epazote con quelites,
camotes, nanches, elotes.
Echale al Valle de Anáhuac,
grande como un mundo entero,
todas las luces del cielo,
todos los gustos del náhuatl.
Muélele, muélele, ¡sale!
Muélele, muélele, ¡chale!
grande como los maizales,
cabal titipuchal de "-atles"
y un buen retechorro de "-etles."
Echale chicozapote,
cacahuate, chocolate,
aguacate, jitomate,
tejocote al tejolote.
Muélele, muélele, ¡dale!
Muélele, muélele, ¡vale!
Agrégale unos chayotes,
nopales, ejotes, chiles,
epazote con quelites,
camotes, nanches, elotes.
Echale al Valle de Anáhuac,
grande como un mundo entero,
todas las luces del cielo,
todos los gustos del náhuatl.
Muélele, muélele, ¡sale!
Muélele, muélele, ¡chale!
Monday, January 10, 2011
Olmecs Invade Los Angeles
On Saturday, 8 January 2011, a colleague and I had the good fortune to visit the exhibit Olmec: Colossal Masterworks of Ancient Mexico at the Los Angeles County Museum of Art (LACMA) one day before the exhibit closed. The very well-attended exposition culled pieces from the major anthropology museums in Mexico City and Xalapa as well as the Smithsonian and other collections.The to-scale drawing below, of the extant examples of the famous colossal heads, was a well-conceived way to contextualize the two heads on display at the exhibit.
The following photos show details from an augmented mural. I had not previously seen any example of two-dimensional Olmec art. The accompanying text explained that the mural depicts, as on the shell of a (cosmic) turtle, the life and death of the maize god.Another exhibit wall displayed a further example of Olmec graphic design, reproduced from a cave in an area--Guerrero state--that I believe is not usually associated with the Olmec. My colleague and I agreed that the image (below), whose composition is assigned to the 1st or 2nd century AD, looks strikingly modern.
In my non-specialist view, the exhibit was a commendable effort, with plenty of examples of three-dimensional art both large-scale and small. I wished, though, for a bit more contextualization: it's fine to let the works speak for themselves, but more visual information could have been provided for the visitor, such as, perhaps, photos or a diorama of the tropical Gulf lowlands of present-day Veracruz and Tabasco; an artist's rendering of how the Olmecs would have moved the massive heads into place; and flat reproductions, in color, to accompany the bas-reliefs, since the imagistic detail, because monochromatic as well as unfamiliar, is often difficult to discern.
The following photos show details from an augmented mural. I had not previously seen any example of two-dimensional Olmec art. The accompanying text explained that the mural depicts, as on the shell of a (cosmic) turtle, the life and death of the maize god.Another exhibit wall displayed a further example of Olmec graphic design, reproduced from a cave in an area--Guerrero state--that I believe is not usually associated with the Olmec. My colleague and I agreed that the image (below), whose composition is assigned to the 1st or 2nd century AD, looks strikingly modern.
In my non-specialist view, the exhibit was a commendable effort, with plenty of examples of three-dimensional art both large-scale and small. I wished, though, for a bit more contextualization: it's fine to let the works speak for themselves, but more visual information could have been provided for the visitor, such as, perhaps, photos or a diorama of the tropical Gulf lowlands of present-day Veracruz and Tabasco; an artist's rendering of how the Olmecs would have moved the massive heads into place; and flat reproductions, in color, to accompany the bas-reliefs, since the imagistic detail, because monochromatic as well as unfamiliar, is often difficult to discern.
Labels:
deities,
iconography,
in English,
Mexico
Monday, January 3, 2011
Lost Legends Triptych: Sonnet III
A beira do amplo rio inacabável,
deliravam soldados acabados:
numa beligerância formidável,
caiam os companheiros flechados.
Mas a força guerreira inexorável,
eram mulheres de seios cortados?
De cabelo longo e rosto implacável,
as Amazonas de arcos alongados?
Viram o que viram, ou o que quiseram?
Desvairaram, inventaram, fizeram?
Todos levamos, como com cadeia,
o que não podemos deixar de ver,
o que não devemos deixar de crer:
o Colombo atônito ante a sereia.
deliravam soldados acabados:
numa beligerância formidável,
caiam os companheiros flechados.
Mas a força guerreira inexorável,
eram mulheres de seios cortados?
De cabelo longo e rosto implacável,
as Amazonas de arcos alongados?
Viram o que viram, ou o que quiseram?
Desvairaram, inventaram, fizeram?
Todos levamos, como com cadeia,
o que não podemos deixar de ver,
o que não devemos deixar de crer:
o Colombo atônito ante a sereia.
Labels:
bodies of water,
Brazil,
corporeality,
em português,
Latin America,
poetry,
sonnets
Sunday, January 2, 2011
Lost Legends Triptych: Sonnet II
Escondida está la ciudad dorada,
sus tesoros envueltos en maraña.
Los fieles locales guardan con saña
su secreto, cual súplica sagrada.
Quien encuentre la entrada deseada
tendrá que dominar fuerza con maña:
el cacique, que en su lago se baña,
a sus guerreros manda a la emboscada.
Y El Dorado zambulle entre destellos
de su antiguo museo sumergido.
Sus riquezas son los reflejos bellos
de lo que los iberos no han intuido:
que en vez de espadas clavar en poblados,
hubieran aprendido a echar clavados.
sus tesoros envueltos en maraña.
Los fieles locales guardan con saña
su secreto, cual súplica sagrada.
Quien encuentre la entrada deseada
tendrá que dominar fuerza con maña:
el cacique, que en su lago se baña,
a sus guerreros manda a la emboscada.
Y El Dorado zambulle entre destellos
de su antiguo museo sumergido.
Sus riquezas son los reflejos bellos
de lo que los iberos no han intuido:
que en vez de espadas clavar en poblados,
hubieran aprendido a echar clavados.
Labels:
bodies of water,
corporeality,
en español,
Latin America,
poetry,
sonnets
Saturday, January 1, 2011
Lost Legends Triptych: Sonnet I
Of youth the fountain Spaniards sought in vain,
its spurting plumes imagined, jets of froth,
crystalline showers of nourishing broth,
miraculous relief from age and pain.
Perhaps the font, difficult to obtain,
surged hidden from a swamp or barren swath.
Would it be wont to bathe bereft of cloth,
or only drops upon the tongue to rain?
The puzzle ground down into sterile loam.
The searchers were not used to giving up.
Had they but thought to make by hand the foam,
upon its form to ponder and to sup,
then youth had sprung from joyful font of bone,
its essence to imbibe from rustic cup.
its spurting plumes imagined, jets of froth,
crystalline showers of nourishing broth,
miraculous relief from age and pain.
Perhaps the font, difficult to obtain,
surged hidden from a swamp or barren swath.
Would it be wont to bathe bereft of cloth,
or only drops upon the tongue to rain?
The puzzle ground down into sterile loam.
The searchers were not used to giving up.
Had they but thought to make by hand the foam,
upon its form to ponder and to sup,
then youth had sprung from joyful font of bone,
its essence to imbibe from rustic cup.
Labels:
bodies of water,
corporeality,
in English,
Latin America,
poetry,
sonnets
Subscribe to:
Posts (Atom)







