Bruce Dean Willis

is Professor of Spanish and Comparative Literature at The University of Tulsa. His research and publications focus on diverse aspects of poetry and performance, and expressions of Indigenous and African cultures, in Latin American literature, particularly Brazil, Chile, and Mexico.

TIME FOR CHOCOLATE is available for purchase through One Act Play Depot! A brief description:

An intoxicating evening of music, poetry, and chocolate... in pre-conquest Mexico!
Based on a fifteenth-century dialogue among nobles schooled in rhetoric and philosophy, the play pits father against son in a war of words over the power and beauty of artistic expression.

Monday, July 18, 2011

Miscelânea Manauara

Dez dias em Manaus! Um ótimo mergulho na cultura amazonense quanto ao teatro, performance, à vida literária e cultural da capital do Amazonas! Meus agradecimentos profundos aos que tanto me ajudaram: Jorge Bandeira, Gislaine Pozzetti, Leopoldina Couto, e mais outros da Faculdade de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas, e Tenório Telles da Editora Valer! Valeu!

O Rio Negro e Manaus

Medição do nível do Rio Negro - atingiu no máximo no 2009

A entrada do Parque Municipal Jéfferson Peres e uma enorme bandeira amazonense

Vista do Teatro Amazonas com a Igreja de São Sebastião

No Museu Amazônico: a Luva das Formigas, rito de iniciação

Beco que dá ao Teatro Amazonas

Paisagem amazônica com arco-iris após a chuva

Paisagem amazônica ao entardecer

Monumento da Abertura dos Portos, na Praça do Largo de São Sebastião

Não é Copacabana, não! 
Pavimentação da Praça do Largo de São Sebastião, mais antiga do que os mosaicos do Rio

Thursday, July 7, 2011

Na Cidade Maravilhosa

Eu nem acreditei
no número de dias de construção da ponte
no custo projetado das reformas para o Maracanã
e muito menos na chegada dos antigos fenícios a deixar um rosto enorme
esculpido no Morro Dois Irmãos.

Mas,
lá em Ipanema,
eu vi o coqueiro insólito.

Pois é, eu fui testemunha de que um coqueiro,
só um da fila larga à beira da avenida movimentada,
girava de vez em quando,
dançando de capricho,
para a alegria geral dos transeuntes.

Eu vi o coqueiro girar,
e fiquei acreditando em tudo acontecer
na Cidade Maravilhosa.

Friday, June 24, 2011

Um Diálogo Drámatico sobre As Artes

Uma pré-estréia da palestra que vou dar em julho em Manaus, na Universidade do Estado do Amazonas!


Fico grato pelo convite!

Thursday, June 16, 2011

Breath, Not Blood

Sacrificed Sun slides across the sky.
Slowly a steep arc he circumscribes.
Breathe, don't bleed; breath, not blood; live, don't die.


Blood he demands for this trail to lead?
No. It was wind blew him forcefully.
Breath, not blood; live, don't die; breathe, don't bleed.


Wind creates movement; it makes and does.
Motion and change come from mouth and tongue.
Live, don't die; breathe, don't bleed; breath, not blood.

(Based on an alternate Nahua version of the birth-of-the-sun myth, in which the newly created sun's refusal to move is remedied by the wind--Quetzalcóatl as Ehécatl--rather than by the sun's demand for the other gods to sacrifice themselves as he had done.)

Friday, June 10, 2011

La capital de Latinoamérica

es Miami. ¿Qué duda cabe? Es allá donde existe la probabilidad más alta de que, dentro del espacio de una sola cuadra, se puedan encontrar el mayor número posible de los ingredientes de la sopa de letras latinoamericana: argentinos, brasileños, cubanos, dominicanos, ecuatorianos, etc. Y las letras de una comida básica del Caribe son también las siglas de Young Urban Cuban Americans. Allá se asoman y se lamen mutuamente las lenguas: el criollo haitiano, el portugués brasileño en toda su gama de expresiones regionales, y el sinfín de variantes del español, para no mencionar alguno que otro idioma indígena, todos aproximándose, entre resistentes y resignados, al inglés.

YUCA

Para el beneplácito de todos, estas lenguas también se tantean y se reconocen de maneras culinarias en las que sobran platos para todos los gustos. Hace unos días, un amigo yo yo tuvimos el gran placer de cenar en el fino restaurante OLA de Miami Beach. Allá probé empanadas como entradas directas al cielo: rellenas de carne de puerco, en una salsa-crema de naranja con chile habanero. Un coctel como para volver a ponerle los pelos en la lengua de Hemingway, con ron DonQ y jugo de toronja fresco. Selección de vinos extraordinaria. Un plato fuerte llamado pionono: algo así como tamales de masa de plátano macho, con relleno de espinaca, pimiento y queso en salsa batida de tomate con frijol negro. Pão-de-queijo muito saboroso e ainda quentinho. Y un postre único, sencillo pero fantástico: pastel de tres leches, de sabor plátano, con salsín de maracuyá y la presencia sorpresiva pero bienvenida de dos ciruelitas pasas. Total: ¡maravilloso!

Pionono at OLA

El día siguiente, en busca de qué comer por la Española Way, mi amigo y yo comprobamos la casi completa saturación de la nacionalidad argentina entre los empleados de un restaurante ostensiblemente mexicano: un ejemplo más del generalmente alegre convivio pan-latinoamericano en la incomparable ciudad y playa de Miami.

 Ocean Drive

Friday, May 27, 2011

Dueto de Mujer y Guacamaya


Con el permiso del artista Ventsislav Zankov, reproduzco aquí una imagen de su obra 

Jena Papagal 
(110x110cm, óleo sobre lienzo, 2003)

composición que me ha impresionado por sus colores y formas contrastantes y por su técnica de iluminación formidable. Desde luego, viene muy en cuenta la presencia de la guacamaya como anfitriona o musa (más que mascota) de esta blog-antología. Para ver más ejemplos de la obra de este talentoso artista búlgaro, inventor de obras en dos y tres dimensiones--además de performance--en las que explora la corporealidad humana entre otros temas, visite su sitio.


 



Monday, May 23, 2011

O Banho de Nezahualcóyotl

"Vá tomar banho!"

A voz divina, sinuosa-e-empenada de Quetzalcóatl pareceu emanar do ar para se anidar no ouvido de Nezahualcóyotl, ajoelhado em meditação no templo.

"Vá tomar banho!"

Então: a fazer, porque quando fala a Serpente Emplumada, a gente obedece, e mais o tlatoani dos texcocanos. Imediatamente começou a desenhar um parque, para lá no morro de Tezcotzinco, porque não poderia ser qualquer banho. O tlatoani teria que emular o banho purificativo e meditativo que tomou Quetzalcóatl na sua existência humana, na época em que foi tlatoani dos toltecas. Banho como rito, cerimônia, nascimento, comunhão, até mesmo apoteose.

Durante uns mêses os lavradores transformaram a face do morro. Tomou forma uma série de trilhas, nichos, aquedutos, jardins, todo se abrindo no panorama espetacular que teria Nezahualcóyotl ao se sentar no banho redondo, sítio do rito. O banho tinha saida de água, reta, que fazia nascer uma pequena cachoeira; desse jeito jamais seria banho de água totalmente estancada.

O tlatoani esperou a primeira noite na que apareceu a estrela da tarde no seu ciclo. Quando caiu o sol, Nezahualcóyotl deixou cair sua manta no chão. Começaram nascendo as estrelas como da nudez dele, sagrada nudez que é a forma de qualquer recem nascido. Ele se sentou na tigela do banho, e a água quentinha, preparada ao fogo de lenha de carvalho, começou a cair, vertida pelos ajudantes.

Outros ajudantes colocaram tochas acesas ao lado do banho, mas ficavam perto demais, e o tlatoani mandou que se afastassem tochas, ajudantes, tudo. Só então, com a tranqüilidade aquática, veio uma inundação de inspirações: idéias, imagens, pensamentos e emoções expressadas como flor e canto. O rei enfim descansou, deixando voar a mente pelos detalhes de alguns projetos de lei, outros jardins e aquedutos a desenhar, um hino a Tloque Nahuaque...

E nisso, subitamente desceu, silenciosa, uma garça, se pousando majestuosamente sobre a água do banho. Nezahualcóyotl, admirado, a viu como símbolo de uma epifania...de que o fundamental artístico é a imersão no processo criador contínuo: se fluirem as águas, a garça virá.

Senhor e ave dividiram o banho uns momentos. Quando a garça  se foi embora, as longas asas brancas batendo poderosamente no ar, Nezahualcóyotl saiu do banho. Rejeitou as roupas que lhe ofereciam os ajudantes e subiu despido ao cima do morro, seguindo com a vista o vôo da garça pelo Lago Texcoco.

Assim voa o pensamento do sábio, o sentimento do artista verdadeiro, pensou Nezahulacóyotl. Com raiz na terra assim como eu, desnudo e limpo assim como eu, mas voando pelos céus divinos com o poder da expressão bem feita. Assim é que nós, coitados filhos dos deuses, podemos deixar mais alguma coisa que sobrevive sobre a face da terra, antes de chegar o momento da morte.


Não por muito tempo aqui na terra. Só um momento estamos aqui na terra.

Rei severo porém democrático, mandou que os ajudantes fizessem como ele: que tomassem banho e que subissem o morro nus. Os cinco homens ficaram no cume ate o amanhecer, na vigília dos sonhos mortais.

Wednesday, May 11, 2011

Chamizal Dream

Moment of peace
                             overlooking the river,
         changing flow and shifting banks
switching as often as its name.

Monument of peace
        setting a treaty
                        settling a boundary
             tracing a war wound.

Man of peace
          prizing vigilance
                   celebrating synecdoche
                                 chronicling dreams.

Mothers of peace
                                working on this side
                  working on that side
                       working, always working

Moment of peace
                         sweating the desert
                 reading the lines
         gauging prospects.

In Chamizal,
between wound and salt,
between undocumented and legal,
to dare to Act to Dream.


(Obama speaks on immigration, Chamizal National Memorial Park in El Paso, Texas, 10 May 2011, Mother's Day in Mexico)

Wednesday, April 27, 2011

El "rejistro": Una pedagogía radical

La BIBLIOTECA es
un archivo de conocimientos
y el DICCIONARIO
el Protocolo en que están rejistrados
la Imprenta lleva el rejistro
Poner impedimento á la Imprenta
es anular la Escritura
Prohibir libros nuevos
es prohibir la Importación de conocimientos
Condenar libros conocidos
es desmembrar el depósito
Los Conocimientos son PROPIEDAD PUBLICA
Puede renunciarla una jeneración
pero nó privar de ella á las siguientes
no lea; pero no oculte ni destruya

Me ha llamado la atención como un objet trouvé el breve texto arriba, de Inventamos o Erramos por Simón Rodríguez, edición de Monte Avila, Caracas, 1988, p. 112.

Ortografía y mayúsculas arbitrarias, márgenes al centro, falta de puntación: es así la escritura del controversial educador ambulante Simón Rodríguez (1769-1854), maestro de Simón Bolívar y fundador infatigable de escuelas por toda Sudamérica. Viajó y predicó, además, por los Estados Unidos y Europa durante un cuarto de siglo haciéndose llamar Samuel Robinson. El meollo de su pedagogía--escuelas mixtas abiertas a niños y niñas de todas las clases y etnias, con un enfoque empírico a través del estudio obligatorio de textos originales, de las artes prácticas (carpintería y albañilería, por ejemplo), de las lenguas indígenas por encima del latín, y de la anatomía por medio de desnudos en vivo--indignó a las autoridades civiles, académicas, y eclesiásticas de las recien nacidas repúblicas latinoamericanas. Rodríguez mismo reconoció lo avanzado de su metodología al incluir en su libro los supuestos comentarios de otros: "¡es mucho lo que se ha adelantado!" (104). Y efectivamente, sus bases teóricas junto a sus prácticas, desafortunadamente poco publicadas y leídas en su época, aunque a mí me parezcan atinadas me imagino que aún huelen a insoportables para muchos. Hay que luchar para que llegue la tan atrasada época de Simón Rodríguez.


Friday, April 22, 2011

Nomelodés

Desatinaste
descomunal
desparpajo.
Despapaye tan
despiadado
desconozco.
Desafortunadamente,
despejaste
desconveniencias a
decenas.
¡Qué desmadre!

Friday, April 15, 2011

Chalchiuhcuicatl

I heard a Jade Song calling to me: Let me on stage, I need to speak with my husband. 
And so she came.

(The following is an excerpt from Time for Chocolate.)

TECAYEHUATZIN
[...] Yes, time for chocolate! Sustenance for us, as we, in turn, offer sustenance to the gods! Turn after turn after time after time, the cycle of the sun is the cycle of the heart. Blood! Time for blood! Time--ongoing, without cataclysm--in exchange for blood! It is the blood that inebriates the gods and for which they agree that the sun will rise, the rain will fall, the corn will grow, the cacao will blossom. Chocolate: gift of the gods. Blood: chocolate of the gods.

(Enter CHALCHIUHCUICATL house left with a basket of cacao beans. She scoops the beans and lets them run through her fingers as she speaks)

CHALCHIUHCUICATL
Dear husband, I interrupt you. I remind you that we have many expenses, yet the servant says you told him to double the amount of cacao for chocolate. Why is this?

TECAYEHUATZIN
Dear wife, you know my friends are coming. Must the value of friendship be measured in cacao? If so, then there are not enough trees to produce the cacao needed to m...

CHALCHIUHCUICATL
(interrupting)
To measure the value of your friendship. I know this, dear husband. But the xocolatl does not keep like the dry cacao beans do. The chocolate must be drunk when it's prepared.

TECAYEHUATZIN
And that it shall. The gullet of my friend Xayacamach is as prodigious as his flower songs.

CHALCHIUHCUICATL
Would you allow me to grind up so much of our savings for a gathering of my friends?

TECAYEHUATZIN
(considering)
Yes. Preferably if it were to celebrate your friendship with flower song.

CHALCHIUHCUICATL
Not everything is flower song, you know.

TECAYEHUATZIN
No, dear wife, but ask yourself: are gossip and complaint the best for painting friendship?

CHALCHIUHCUICATL
They are only natural.

TECAYEHUATZIN
And flower song is not--it must be learned and crafted, which is why it is the more precious. Flower song is a gift to please our senses, and to enliven the divine spirit. Through flower song we cast light on our condition, on our knowledge that we are here for only a little moment. As you say, dear wife: the chocolate must be drunk when it's prepared.

CHALCHIUHCUICATL
I hope you also told the servant to add only a little mushroom, only a little morning glory.

TECAYEHUATZIN
You know me as you should. Sensuality without debauchery.

CHALCHIUHCUICATL
I know you as I should. I know you wish I were as gifted in flower song as Macuilxochitl.

TECAYEHUATZIN
There you err, my precious song of jade. As you say, not everything is flower song. I do not wish for more than I receive from the divine spirit: this moment, here with you, here with me.

CHALCHIUHCUICATL
(embraces her husband)
I believe you because I so choose.

TECAYEHUATZIN
Do you hear how wise you are?

[...]




Wednesday, April 6, 2011

alto astral


ela não voa:
ressoa

o alto astral
descomunal
que ela tem
que ela nem
percebe porque é natural
nela, esse seu vaivém
abarca todo o pessoal
e levanta quem
se sente mal 

ela abre espaços além
do que pode alcançar ninguém
pelos fluxos de luz 
que ela produz
e todos ficamos
alvoroçados
da boa,
como alaranjados
num alvor enaltecedor,
transparente,
transcendente,
numa harmonia de ondas,
umas curtas, outras longas,
que vibrando assim todos fazemos
concerto de cores
conjunto de gemas

e os versos giram em universo
afinado, azul aceso

tudo porque ela decidiu
me saudar e me sorriu
divina graça que ela tem
alto astral que nem ninguém

mas ela não voa:
ressoa